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Caminhando Santiago de Compostela

A série nasce do gesto performático de caminhar, que Saad
transforma em diários visuais. Suas obras combinam
fotografia, pintura e colagens para registrar paisagens,
ritmos e encontros ao longo do percurso, convertendo cada
tela em fragmento de jornada e reflexão. O Caminho de
Santiago de Compostela aparece como metáfora da vida:
feito de silêncios, epifanias e intensidades que convidam o
espectador a compartilhar a experiência do peregrino.

Caminhando São Paulo


Nesta série mais recente, Saad volta seu olhar para os
habitantes da metrópole, registrando como se
movimentam e interagem com os espaços urbanos. Ao
longo de suas caminhadas, ele capta a energia pulsante
das ruas, os encontros cotidianos e a transformação
constante da cidade. As imagens revelam São Paulo como
um palco vivo, onde fluxos humanos e arquitetônicos se
entrelaçam, convidando o espectador a perceber a
dinâmica da metrópole em sua intensidade, diversidade e
vitalidade poética.

Intersecções Urbanas


Nesta série, Henrique transforma sua cidade natal em
matéria estética. Fachadas e estruturas urbanas são
recombinadas em composições que transitam entre o
documental e o abstrato, revelando a densidade e o ritmo
da vida metropolitana. Ao sobrepor arquitetura, memória e
gesto pictórico, o artista cria uma cartografia visual que
traduz a experiência íntima e coletiva da cidade — um
espaço em constante movimento, onde o real se dissolve
em camadas de cor, textura e forma.

Memórias de Passagem


Nesta série as portas fotografadas por Saad revelam mais
do que entradas: são superfícies que guardam vestígios da
vida cotidiana. Cada imagem mostra a passagem entre
público e privado e sugere através de marcas de uso,
pichações, e sinais do tempo a vida de quem ali transita.
Ao enquadrar o entorno junto às portas, o artista
transforma esses limiares em narrativas visuais sobre
memória e permanência, testemunhos silenciosos da
passagem de gerações e da história inscrita na
arquitetura urbana.

Boia Fria


Na série Boia Fria, criada em coautoria entre o fotógrafo
Henrique Saad e a artista visual e performer Lídia Lisbôa, o
corpo encoberto torna-se metáfora da invisibilidade dos
trabalhadores rurais. O rosto oculto e os trajes evocam
vidas marcadas pelo esforço e pelo anonimato,
transformando a performance em símbolo coletivo.
Fotografadas, essas imagens revelam não apenas ausência,
mas presença — rastros de dignidade e resistência que
emergem como denúncia silenciosa e poética.